Bate e Volta na Ilha da Magia – Floripa

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 Ilha da Magia.

[highlight_sc bg_color=#ed9c1a text_color=#ffffff border_color=] Ilha da Magia – A experiência de um viajante brasiliense[/highlight_sc]

 

Há vários anos eu tinha vontade de conhecer a ilha de Florianópolis, a Ilha da Magia. Porém, sempre adiei a viagem em prol de outros destinos.
Perto do feriado do dia 02/11, tomei a decisão de conhecer a cidade de uma vez por todas. Encontrei uma passagem num preço razoável – razoável não quer dizer barata em meu vocabulário. Acho que “não muito cara” é uma forma melhor de descrever o preço – e fui pesquisar os locais interessantes da cidade.
Programei meu vôo para chegar cedo na sexta-feira – chegaria a Ilha da Magia por volta das 13:00 – e fiz minha reserva no Backpackers Share House Floripa pelo HostlWorld (Recomendo MUITO o site, sempre), situado na Barra da Lagoa, algo como o centro-leste da ilha.
Meu plano era chegar cedo e aproveitar ao máximo, uma vez que meu retorno estava marcado para o dia de Finados, na segunda-feira.
Cheguei na Ilha da Magia às 14:00 com um dia um pouco abafado (temperatura de 24°C e com chuvisco leve, normal para a época do ano).
Pronto, nova cidade a ser desbravada! Taxi? Nem pensar! Parti para o ponto de ônibus mais próximo e esperei a condução para a Barra da Lagoa.
O ônibus pega uma avenida costeira por quase todo o trajeto até chegar aos morros no centro da ilha. Depois, uma série de curvas em subida, cercadas por vegetação nativa preservada. Em seguida, mais e mais curvas, descendo os morros até a Lagoa da Conceição. A vista nesse ponto valeu cada segundo. A Lagoa da Conceição pode ser vista em sua totalidade, devolvendo o ânimo ao viajante mais cansado!
Ao chegar ao terminal da Lagoa, verifiquei no GPS… o hostel estava ainda a 8km de distância. Não é grande coisa, mas se você não conhece a cidade, tem uma mochila pesada nas costas e horas de viagem, bem… melhor não arriscar ir a pé. Esperei pelo ônibus da linha 386, para a Barra da Lagoa. Não foram mais que dez minutos de espera no terminal.

 

“Vale comentar aqui que Florianópolis, apesar de ter um transito um tanto “difícil”, conta com linhas interligadas de transporte coletivo. Ou seja, você está, como dizem por lá, a dois ônibus de distância de qualquer lugar pagando apenas uma passagem (atualmente custa R$3,10).” 😀

 

 O hostel está localizada na tranquila Barra da Lagoa. Por tranquila quero dizer, MUITO tranquila! São ruas estreitas e casas simples – há muitas para alugar por temporada, por sinal – onde vivem comerciantes, pescadores e turistas que decidiram ficar no local. Há uma ponte elevada sobre o canal. Essa ponte é o único acesso – a pé ou de moto – às casas do outro lado deste e, claro, até meu destino final, o albergue. Depois de atravessar a ponte ao som de aves marinhas empoleiradas nas pedras do canal, cheguei a pequenas vielas que sobem o morro. Uma delas, leva direto ao Backpackers, que fica em frente a um estúdio de tatuagens.

 

Ilha da Magia
Canal da Barra da Lagoa

 

Finalmente, O hostel! Fui super bem recepcionado por um dos funcionários. O Backpackers Share House Floripa é, como a maioria dos albergues, repleto de mensagens divertidas, cores e música. Fica, pasmem, de frente para o canal e para o mar. A vista é incrível! Detalhe: o preço por três noites com café da manhã foi de R$130,00 no total :O
Como eu já disse, queria aproveitar TODO o tempo na Ilha da Magia. Logo, me instalei rapidamente no quarto dividido com um casal da Nova Zelândia e um mochileiro francês e corri para a praia da Barra. O clima estava um pouco mais frio e o vento é forte, creio que o ano inteiro. No mar, apenas surfistas com suas roupas térmicas. Um deles praticava kitesurf e isso já me rendeu a bela foto.

 

Ilha da Magia
Praia da Barra, Barra da Lagoa, Florianópolis

 

À noite, a Barra fica ainda mais linda. As cores das casas ao longo do canal desaparecem um pouco mas as luzes e a falta de barulho de cidade dão ao lugar um ar paradisíaco de vila de pescadores.
No Backpackers era hora da “janta”. Paguei R$30,00 para participar do churrasco. Muita carne, legumes e salada na área de convivência (BAR) do hostel que a esta altura estava lotado. Gente de vários países curtindo o som de uma dupla que tocavam no “palco” do bar. Rock, e “surfmusic” em geral para animar a noite, além de caipirinha ser cortesia para os hóspedes (uma tá? a segunda você paga…mas valeu cada centavo).

 

Ilha da Magia
Praia da Barra vista do bar do Backpackers Share House Floripa

 

Claro que a sexta-feira ainda não tinha acabado. Os funcionários do hostel organizaram as pessoas interessadas numa van (R$15,00 por cabeça) para descermos até a Lagoa da Conceição, na Avenida das Rendeiras, até um bar chamado Casa de Noca. Foi uma noite excelente com uma banda de Porto Alegre que tocava samba rock e forró. Valeu muito para começar o feriadão!
No dia seguinte, um mergulho nas águas frias da praia da Barra. Acho que nós, de Brasília, ficamos tão bestas na praia que os locais estranham nossa animação…
Perto do horário do almoço, resolvi pegar o ônibus 386 novamente e ir até o centrinho da Lagoa. Descansado foi outro esquema. Consegui ver as lojas e restaurantes com calma e almocei num café muito bacana chamado Café Cultura. Os preços nessa área são um pouco mais caros, afinal, estamos falando de um ponto turístico. A Lagoa é um lugar muito gostoso para caminhar e apreciar a paisagem.

 

Ilha da Magia
Lagoa da Conceição

 

Apesar de haver uma programação para a noite no hostel, decidi visitar um casal de amigos em Ingleses, no norte da ilha. Peguei um ônibus no terminal da Lagoa mesmo e fui. É a linha 840 (Tican/Tilag). Vale ressaltar que, se você está na Barra da Lagoa, não é necessário ir até o terminal da Lagoa para pegar esse carro uma vez que ele passa pela Barra e segue para o norte da ilha. Errando e aprendendo…
Ok, agora um contra. O trânsito em Floripa é pesado, quase sempre. No verão deve ser quase impossível não ficar preso em engarrafamentos. O trajeto de 20 minutinhos da Lagoa até a Barra aumentou para 40 minutos no sábado. 
Apesar da lentidão, uma vez na estrada para o norte, a coisa flui. Porém, a distância é enorme e demorei coisa de 1 hora até chegar à Ingleses. 
No domingo, com meus amigos, visitei a praia dos Ingleses. Mais uma praia vazia (na primavera) com uma paisagem perfeita. No finalzinho da praia de Ingleses, uma visão inusitada: uma pequena capela com velas, imagens e oferendas. Algo um tanto “ecumênico”, por assim dizer.
 

Ilha da Magia
Capela na praia dos Ingleses.

Ilha da Magia
Fim da praia dos Ingleses, encontro do mar com a ilha

 

Um almoço na beira do mar, a despedida aos amigos e, de volta ao hostel, na Barra. O domingo foi tranquilo, um passeio na chuva perto do mar e depois relaxar vendo a final do mundial de Rugby ao lado de neozelandeses e australianos no bar!
Meu feriadão em Floripa chegava ao fim.
Meu voo estava programado para as 06:00. O hostel pediu um transfer para as 04:00 da manhã. O preço: R$70,00. Muito mais barato que um táxi, pela distância percorrida até o aeroporto. O motorista estava me esperando pontualmente ao lado da ponte do canal e levou coisa de 50 minutos até o aeroporto (sim, tudo é longe em Floripa!). No caminho, as casas noturnas e bares da Lagoa estavam repletas de gente. Seria o feriado ou apenas uma noite normal de domingo?
Saí da Ilha da Magia querendo voltar no verão. São 42 praias no total. Trilhas e mais trilhas. Muitos bares de rock e pessoas muito receptivas e cordiais (e bonitas…sim, homens e mulheres). Recomendo muito conhecer a cidade e, se possível. passar mais do que três dias!

 

Fiquem com a foto do Backpackers Share House Floripa, essa casinha laranjada no meio das árvores…

 

Ilha da Magia
Backpackers Sharde House Floripa, Barra da Lagoa

Foto de capa: inovação

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